Sem previsão contratual, comprador do imóvel rural não tem direito aos bens que guarneciam a fazenda
COMPRA E VENDA DE IMÓVEL RURAL. INDENIZAÇÃO POR BENS QUE GUARNECIAM A FAZENDA. NÃO ACOLHIMENTO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO CONTRATUAL DE TRADIÇÃO JUNTAMENTE COM O IMÓVEL.
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CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL RURAL. INDENIZAÇÃO POR BENS QUE GUARNECIAM A FAZENDA. NÃO ACOLHIMENTO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO CONTRATUAL DE TRADIÇÃO JUNTAMENTE COM O IMÓVEL. LUCROS CESSANTES. NÃO COMPROVAÇÃO. NOVO ARBITRAMENTO DOS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS. CABIMENTO. ALTERAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Não tendo se desincumbido a parte autora do ônus de comprovar a ocorrência da venda do terreno por “porteira fechada”, ônus que lhe incumbia, não procede o repto de indenização correspondente aos bens que guarneciam a fazenda na época da contratação.2. Não caracterizada a relação consumerista, imprescindível é a comprovação dos lucros cessantes para seu arbitramento. 3. Para fins de quantificação de honorários sucumbenciais, em ação de rescisão de contrato de compra e venda de imóvel por inadimplência do comprador, o proveito econômico obtido pelo réu corresponde à improcedência de repto condenatório formulado pela parte autora.4. Recurso conhecido e parcialmente provido.
TJPR - 19ª Câmara Cível - 0005475-52.2020.8.16.0021 - Cascavel - Rel.: SUBSTITUTO OSVALDO CANELA JUNIOR - J. 13.08.2024